Com visual parecido, gays machos e héteros bombados vão à mesma balada e confundem os freqüentadores da noite.
Alex usa boné, costeleta comprida, bermuda baixa com o abdômen depilado aparecendo, uma corrente prateada no pescoço, tatuagem no braço. Diz que, no mês que vem, pretende tomar “bomba” pra ficar forte. Ele dá a entrevista ao repórter Paulo Sampaio em um bar na Rua Farme de Amoedo, a mais gay do Rio.
No interior de São Paulo, em uma rave de música eletrônica, o representante de vendas Henrique Nunes, 22, chapéu, peito bombado, oblíquo do abdominal depilado, calça baixa, cinto Dolce & Gabbana, cueca Calvin Klein aparecendo, etc., etc., dança com a namorada, a modelo Valkiria Sinegali, 22, em uma rave de música eletrônica no interior de São Paulo: “Sou muito paquerado por homem, véio”, diz Nunes.
A simples observação do físico ou da atitude dos acessórios, da música (eletrônica) e dos termos que o “brother” usa não é mais suficiente para definir a orientação sexual dele. Na balada, a confusão é geral. Os dois grupos, que há até pouco tempo não se freqüentavam, agora dançam lado a lado, no mesmo balanço sobre pernas semi-flexionadas e dedos polegar e indicador em forma de “pistola”; muitos tiram a camisa na pista, mas não assumem que é para exibir o peitão; a maioria diz que “é calor”.
MAS, AFINAL, QUEM IMITOU O OUTRO?
O dentista homossexual Diego Tavares, 30, diz que “os héteros seguem os gays”. “Eles vêem que a gente é sarado, sabe se vestir, dançar, e está sempre rodeado das mulheres mais bonitas e desencanadas, e nos imitam para ver se conseguem se aproximar delas”, diz Tavares, boné, correntão, peito bombado, depilado, tatuagem…
Os héteros acham que, ao contrário, o gay é que foi na direção deles. “A maioria quer parecer com a gente porque nos acha bonitos, e também para passar despercebida. Gay sente atração por “homem-homem
”, não por bicha afetada”, diz o universitário Fernando Piedade, 23, boné, correntão, peito bombado, depilado.
No alucinante mundo eletrônico das aparências, o “homem-homem” a que Piedade se refere é uma imagem consensual, pasteurizada. Segue uma espécie de fórmula que leva todos a parecerem o mesmo. “Sou vaidoso e um pouco consumista, sim. Afinal, eu trabalho duro”, diz o estudante de hotelaria Rodrigo Pompeu, 25, que depila o torso “para ficar mais definido”. No momento, Pompeu está sem namorada nem camisa, e veste roupas e acessórios das grifes Ralph Lauren, Adidas, Armani e Prada (ele é heterossexual).
A estética da “masculinidade comum de dois” mistura roupas de grife com um linguajar deliberadamente “malandro” (”Beleza véio?”; “Fala mano!”; “Firmeza?”), gírias abrutalhadas (”saradaço”, “bombadão”) e signos de macheza, como orelhas amassadas e cachorros malvados (casualmente, um dos maiores chamarizes em sites de busca homossexual é o nickname “Jiu-Jitsu”.
“O gay pode ser espinhudo, calvo, baixinho, tudo, menos feminino. Então, para parecer macho, usa expressões como “E aí, brother?”, engrossa a voz ao telefone e diz: “Sou muito discreto, ninguém em casa desconfia de nada’”, diz o empresário Sérgio di Pietro, 27, dono do disponível.com, o maior site de relacionamento do Brasil, com 300 mil usuários, 90% gays.
O gay-macho costuma se aferrar a um forte patrulhamento. “Eu não forço na
da, tenho um jeito naturalmente masculino. Mas muitos gays imitam homens, outros nem conseguem. Usam bomba pra ficar fortes e, quando abrem a boca, sai aquela vozinha”, diz o universitário Raphael Martins, 26. Ao posar para a foto, ele cruza os brações, estufa o peito e explica por que não se depila. “Pêlos são coisa de homem. Não tenho nada contra biba, mas gosto de homem. Já peguei cara casado e que namora mulher. Meu namorado tem atitude de homem.”
Valorizado por sua “atitude de homem”, o hétero bombado também parece duro como um animal empalhado, mas suas explicações para as semelhanças com os gays são menos rebuscadas. “Eles ficam fortes pra atrair homens, brother; nós, para atrair mulheres”, diz Felipe Rodrigues, 23, óculos, corrente, peito bombado, depilado, Calvin Klein…
Acontece que, na noite, as coisas não são tão claras. O professor de educação física Leandro Dantas, 27, 1,93 m, 47 cm de bíceps, 118cm de peitoral liso, conta: “Conheci uma menina linda em uma balada GLS, que deu o mó mole, e, quando me aproximei, ela queria que eu transasse com o amigo dela”. O hétero bombado, apesar da reconhecida “confusão estética”, muitas vezes têm tanto medo de parecer gay quanto o próprio gay. “Tá de sacanagem?”, responde um rapaz de boné, peitão, correntão etc, quando a reportagem o aborda sobre as semelhanças.
O personal trainer gay Oswaldo Ferreira, 30, peito bombado, etc., diz que “a coisa mais engraçada é o cara saradão que passa por você com a namorada, e te mede, não necessariamente para paquerar, mas pra ver quem tem o corpo maior.
Tipo competição, sabe?”.
Alex usa boné, costeleta comprida, bermuda baixa com o abdômen depilado aparecendo, uma corrente prateada no pescoço, tatuagem no braço. Diz que, no mês que vem, pretende tomar “bomba” pra ficar forte. Ele dá a entrevista ao repórter Paulo Sampaio em um bar na Rua Farme de Amoedo, a mais gay do Rio.
No interior de São Paulo, em uma rave de música eletrônica, o representante de vendas Henrique Nunes, 22, chapéu, peito bombado, oblíquo do abdominal depilado, calça baixa, cinto Dolce & Gabbana, cueca Calvin Klein aparecendo, etc., etc., dança com a namorada, a modelo Valkiria Sinegali, 22, em uma rave de música eletrônica no interior de São Paulo: “Sou muito paquerado por homem, véio”, diz Nunes.
A simples observação do físico ou da atitude dos acessórios, da música (eletrônica) e dos termos que o “brother” usa não é mais suficiente para definir a orientação sexual dele. Na balada, a confusão é geral. Os dois grupos, que há até pouco tempo não se freqüentavam, agora dançam lado a lado, no mesmo balanço sobre pernas semi-flexionadas e dedos polegar e indicador em forma de “pistola”; muitos tiram a camisa na pista, mas não assumem que é para exibir o peitão; a maioria diz que “é calor”.
MAS, AFINAL, QUEM IMITOU O OUTRO?
O dentista homossexual Diego Tavares, 30, diz que “os héteros seguem os gays”. “Eles vêem que a gente é sarado, sabe se vestir, dançar, e está sempre rodeado das mulheres mais bonitas e desencanadas, e nos imitam para ver se conseguem se aproximar delas”, diz Tavares, boné, correntão, peito bombado, depilado, tatuagem…
Os héteros acham que, ao contrário, o gay é que foi na direção deles. “A maioria quer parecer com a gente porque nos acha bonitos, e também para passar despercebida. Gay sente atração por “homem-homem

No alucinante mundo eletrônico das aparências, o “homem-homem” a que Piedade se refere é uma imagem consensual, pasteurizada. Segue uma espécie de fórmula que leva todos a parecerem o mesmo. “Sou vaidoso e um pouco consumista, sim. Afinal, eu trabalho duro”, diz o estudante de hotelaria Rodrigo Pompeu, 25, que depila o torso “para ficar mais definido”. No momento, Pompeu está sem namorada nem camisa, e veste roupas e acessórios das grifes Ralph Lauren, Adidas, Armani e Prada (ele é heterossexual).
A estética da “masculinidade comum de dois” mistura roupas de grife com um linguajar deliberadamente “malandro” (”Beleza véio?”; “Fala mano!”; “Firmeza?”), gírias abrutalhadas (”saradaço”, “bombadão”) e signos de macheza, como orelhas amassadas e cachorros malvados (casualmente, um dos maiores chamarizes em sites de busca homossexual é o nickname “Jiu-Jitsu”.
“O gay pode ser espinhudo, calvo, baixinho, tudo, menos feminino. Então, para parecer macho, usa expressões como “E aí, brother?”, engrossa a voz ao telefone e diz: “Sou muito discreto, ninguém em casa desconfia de nada’”, diz o empresário Sérgio di Pietro, 27, dono do disponível.com, o maior site de relacionamento do Brasil, com 300 mil usuários, 90% gays.
O gay-macho costuma se aferrar a um forte patrulhamento. “Eu não forço na

Valorizado por sua “atitude de homem”, o hétero bombado também parece duro como um animal empalhado, mas suas explicações para as semelhanças com os gays são menos rebuscadas. “Eles ficam fortes pra atrair homens, brother; nós, para atrair mulheres”, diz Felipe Rodrigues, 23, óculos, corrente, peito bombado, depilado, Calvin Klein…
Acontece que, na noite, as coisas não são tão claras. O professor de educação física Leandro Dantas, 27, 1,93 m, 47 cm de bíceps, 118cm de peitoral liso, conta: “Conheci uma menina linda em uma balada GLS, que deu o mó mole, e, quando me aproximei, ela queria que eu transasse com o amigo dela”. O hétero bombado, apesar da reconhecida “confusão estética”, muitas vezes têm tanto medo de parecer gay quanto o próprio gay. “Tá de sacanagem?”, responde um rapaz de boné, peitão, correntão etc, quando a reportagem o aborda sobre as semelhanças.
O personal trainer gay Oswaldo Ferreira, 30, peito bombado, etc., diz que “a coisa mais engraçada é o cara saradão que passa por você com a namorada, e te mede, não necessariamente para paquerar, mas pra ver quem tem o corpo maior.
Tipo competição, sabe?”.
VOCÊ É GAY?
“COMO RECONHECER UM”?
“COMO RECONHECER UM”?
BARBIE
Apesar de não existir em grande quantidade é fácil de identificar, investe todo o seu tempo e aqué na construção do corpo, adora exibir-se em camisetas baby-loock e calças “acochadérrimas”, anda, dança e transa em turma.
BOIOLA
É um gay mais moderno. Pratica surf, aeróbica, vive com óculos na testa, finge que namora a coleguinha de turma, freqüenta pagode, mas no fim da noite, dá uma passadinha no Bingo prá botar a "cartela" em dia.
BICHA
É o gay mais rampeiro que existe, daqueles que fedem a mijo e usam calça corsário com tamanco. Suas duas variações mais conhecidas são: gay-louca, que é um misto de gay com maluco, e gay-nojenta, que é aquele que trabalha com a gente.
GAY
É metido a intelectual, alegre, mas que dá igualzinho aos demais. Só que com mais criatividade. Fala de sexo anal o tempo todo e costuma pregar que xoxota só tem fama; bom mesmo é o de trás.
BONECA
É a mais fêmea dos gays; a que gostaria de ser chamada de "gayzona", por ser no feminino. Na realidade, ela se acha a própria me-ni-na e sonha com casamento. O único problema é que, como toda boneca, tem sempre a bunda malfeita.
PÃO COM OVO
Esta dificilmente paga o que deve, fala alto, conhece “pencas” de pessoas e costuma contar pra todo mundo para quem já deu o seu edi, facilmente você identifica pelo jeito fashion de se vestir.
FRUTA
É aquele gay meigo, frágil, branquinho, pálido, com gestos graciosos e delicados. Geralmente é ou foi criado pela vovó, jogando bola-de-gude no carpete ou na pior das hipóteses é aquela "filha" que a mãe não pode ter e foi criado usando camisolinha rosa e laço de fita no cabelo desde pequeno. Geralmente só dá mediante solicitação, pois é extremamente tímido.
TIA
É um gay em desuso. Teve sua vez na época dos grandes bailes de fantasia no carnaval. Hoje, a bunda murchou, apareceram as varizes, virou um lixo!!
QUÁ-QUÁ
Essa abusa do direito de ser gay, desmunheca e usa roupas extravagantes, geralmente marcas de ponta de estoque, apesar de passar necessidade no dia a dia, ela não passa um final de semana sem ir a boate.
HOMOSSEXUAL
É o gay discreto, enrustido. Em geral, é rico e se casa para camuflar suas atividades. Paga bem e pede discrição. Freqüenta muito o proctologista e é capaz de trair a mulher com o próprio cunhado garotão, em troca de emprestar o carro.
MEIGO
É o gay que você nunca tem certeza de que realmente é gay. Você desconfia pelos seus gestos e trejeitos, porém se você souber que ele não é gay, você não iria ficar tão decepcionado. Ele deixa dúvidas. Quando você acha que um cara é meio-gay mas não tem certeza, chame ele de Meigo que é a abreviatura de MeioGay.
MOURA BRASIL
Esse é o gayo que ninguém imagina que ele é gay. Fala como homem, se veste como homem, anda como homem, coça o saco, pode ser casado e até ter filhos, compra a revista Playboy e comenta "Meu Deus que mulher gostosa". Chama-se Moura Brasil, porque se aparecer uma oportunidade de dar pra outro homem sem que ninguém saiba ele vai para cama e dá tanto, mas dá tanto, que tem que passar colírio de tão ardido que fica.
JIBÓIA
É o pior tipo, geralmente vive camuflado, sempre engraçado e muito "dado", se oferece para tudo. Gosta de ser popular e chamar atenção, só conversa tocando as pessoas, principalmente se for homem. Muito encontrado em repartições públicas e agências de turismo. Vive esperando algum colega dizer a frase do dia: - "Vou dar uma mijada, tem alguém pra balançar pra mim?"
Para os politicamente corretos esses tipos de gay apresentados não têm conotação pejorativa, só serve para diversão descompromissada.
Apesar de não existir em grande quantidade é fácil de identificar, investe todo o seu tempo e aqué na construção do corpo, adora exibir-se em camisetas baby-loock e calças “acochadérrimas”, anda, dança e transa em turma.
BOIOLA
É um gay mais moderno. Pratica surf, aeróbica, vive com óculos na testa, finge que namora a coleguinha de turma, freqüenta pagode, mas no fim da noite, dá uma passadinha no Bingo prá botar a "cartela" em dia.

É o gay mais rampeiro que existe, daqueles que fedem a mijo e usam calça corsário com tamanco. Suas duas variações mais conhecidas são: gay-louca, que é um misto de gay com maluco, e gay-nojenta, que é aquele que trabalha com a gente.
GAY
É metido a intelectual, alegre, mas que dá igualzinho aos demais. Só que com mais criatividade. Fala de sexo anal o tempo todo e costuma pregar que xoxota só tem fama; bom mesmo é o de trás.
BONECA
É a mais fêmea dos gays; a que gostaria de ser chamada de "gayzona", por ser no feminino. Na realidade, ela se acha a própria me-ni-na e sonha com casamento. O único problema é que, como toda boneca, tem sempre a bunda malfeita.
PÃO COM OVO
Esta dificilmente paga o que deve, fala alto, conhece “pencas” de pessoas e costuma contar pra todo mundo para quem já deu o seu edi, facilmente você identifica pelo jeito fashion de se vestir.
FRUTA
É aquele gay meigo, frágil, branquinho, pálido, com gestos graciosos e delicados. Geralmente é ou foi criado pela vovó, jogando bola-de-gude no carpete ou na pior das hipóteses é aquela "filha" que a mãe não pode ter e foi criado usando camisolinha rosa e laço de fita no cabelo desde pequeno. Geralmente só dá mediante solicitação, pois é extremamente tímido.
TIA
É um gay em desuso. Teve sua vez na época dos grandes bailes de fantasia no carnaval. Hoje, a bunda murchou, apareceram as varizes, virou um lixo!!

QUÁ-QUÁ
Essa abusa do direito de ser gay, desmunheca e usa roupas extravagantes, geralmente marcas de ponta de estoque, apesar de passar necessidade no dia a dia, ela não passa um final de semana sem ir a boate.
HOMOSSEXUAL
É o gay discreto, enrustido. Em geral, é rico e se casa para camuflar suas atividades. Paga bem e pede discrição. Freqüenta muito o proctologista e é capaz de trair a mulher com o próprio cunhado garotão, em troca de emprestar o carro.
MEIGO
É o gay que você nunca tem certeza de que realmente é gay. Você desconfia pelos seus gestos e trejeitos, porém se você souber que ele não é gay, você não iria ficar tão decepcionado. Ele deixa dúvidas. Quando você acha que um cara é meio-gay mas não tem certeza, chame ele de Meigo que é a abreviatura de MeioGay.
MOURA BRASIL
Esse é o gayo que ninguém imagina que ele é gay. Fala como homem, se veste como homem, anda como homem, coça o saco, pode ser casado e até ter filhos, compra a revista Playboy e comenta "Meu Deus que mulher gostosa". Chama-se Moura Brasil, porque se aparecer uma oportunidade de dar pra outro homem sem que ninguém saiba ele vai para cama e dá tanto, mas dá tanto, que tem que passar colírio de tão ardido que fica.
JIBÓIA
É o pior tipo, geralmente vive camuflado, sempre engraçado e muito "dado", se oferece para tudo. Gosta de ser popular e chamar atenção, só conversa tocando as pessoas, principalmente se for homem. Muito encontrado em repartições públicas e agências de turismo. Vive esperando algum colega dizer a frase do dia: - "Vou dar uma mijada, tem alguém pra balançar pra mim?"

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